Passeio por Lisboa

Nos passeios que tenho dado por Lisboa acabo sempre surpreendido por espaços ou momentos que nunca mais se repetem. Basta trocar de passeio para que a cidade seja completamente diferente.

O passeio de hoje não foi diferente, quer dizer, foi muito diferente.

Comecei por ser surpreendido por uma entrada que parece não levar a lado algum além da árvore que encerra.

Ou então a árvore é a guardiã silenciosa de um mundo mágico a onde as escadas levam quem tem coragem de as subir.

Como as grades não me deixaram confirmar se existe um paraíso lá no topo das escadas, continuei a descer a rua.

Reparei em algo que nunca tinha reparado. 

Num S. Num S que brilhava sorridente ao sol que descia para dar lugar à lua.

Um S de Sim. Nem podia ser de outra coisa… Como existia outro S logo de seguida, se calhar foi o silvo de alguma serpente que perdeu os S por aqui… Prefiro acreditar nas vezes que um Sim! terá alegrado um coração ou descoberto um sorriso.

Continuei a descer, não vá aparecer a serpente à procura dos SS perdidos. Uma dessas serpentes que corrói a alegria e destrói sorrisos.

Logo ali sou surpreendido por algo efémero. Uma conversa entre duas sombras distraídas.

Tão depressa as vi como elas fugiram. Ficou apenas este momento.

Deixei-me levar até ao rio.


Sejam felizes.

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