Tempos modernos

Adoro esta sociedade de faz de conta.

Eles fazem de conta que gostam delas;

Elas fazem de conta que estão interessadas neles;

Eles e elas passam mais tempo a olhar o facebook, instagram…., de outros e riem juntos como se estivessem divertidos…

Bendito álcool!

Quando a lua dá lugar ao sol, o álcool passa e o desupertar desperta para a realidade tudo volta ao normal.

Lembram quem esqueceram e procuram quem deixaram… Pena a lua voltar a prevalecer sobre o sol e o álcool fazer das suas. Pena quem de dia esquece quem de noite procura. Pena quem se deixa encontrar por quem não procurou em primeiro. Pena…

E assim se vive nestes tempos modernos. Habituados a ser segundos com o álcool a ajudar a esquecer não ser primeiras escolhas…
Sejam felizes.

Tempos modernos

Adoro esta sociedade de faz de conta.

Eles fazem de conta que gostam delas;

Elas fazem de conta que estão interessadas neles;

Eles e elas passam mais tempo a olhar o facebook, instagram…., de outros e riem juntos como se estivessem divertidos…

Bendito álcool!

Quando a lua dá lugar ao sol, o álcool passa e o desupertar desperta para a realidade tudo volta ao normal.

Lembram quem esqueceram e procuram quem deixaram… Pena a lua voltar a prevalecer sobre o sol e o álcool fazer das suas. Pena quem de dia esquece quem de noite procura. Pena quem se deixa encontrar por quem não procurou em primeiro. Pena…

E assim se vive nestes tempos modernos. Habituados a ser segundos com o álcool a ajudar a esquecer não ser primeiras escolhas…
Sejam felizes.

coisa e tal.

Existem momentos em que a música e o sabor de uma magnífica cerveja me leva para regiões da minha memória que me deixam num estado nostálgico em que a única coisa que quero é continuar ao sabor da música…

Porra!

Tinham todos de ligar, enviar SMS e outras coisas neste preciso momento?

Porra!
Sejam felizes e esperem um pouco.

Insólitos recorrentes

Acabo de ler um livro de um autor japonês (na sopa de miso, de Ryu Murakami) que mostra a forma peculiar do pensar japonês. Mas o que me trás aqui não é a peculiaridade dos japoneses nem a forma como o livro está escrito, como o enredo se desenrola de uma forma misteriosa e simultaneamente previsível.

O que me fez vir qui escrever estas linhas foi uma passagem em que uma das personagens faz uma avaliação de um tipo de pessoa muito mais comum que o desejável, para mim.

Um tipo de pessoa com quem não deveríamos perder o mínimo tempo, nem dispender mais energia que a utilizada ao ser educado. Mas o irritante é este tipo de pessoa absorver tanta energia que me deixa parvo.

É incrível como, mesmo sabendo que é um desperdício de energia, acabamos desperdiçando mais energia a comentar como é possível existir gente assim quando bastava esquecer.

É incrível como me deixam tão irritado por dentro que, e por breves instantes, deixo essa irritação sair.

É incrível como me deixam triste. Triste por mais uma vez me ter deixado afetar.

É incrível! Até me fazem escrever isto…

Não vou dispender mais energia. Deixo aqui a passagem sob a forma de fotografia.

Leiam e opinem.


Sejam felizes! 



Facebook

Nos últimos tempos, o FB está cheio de ideias compradas republicadas até à exaustão ou então cheio de publicidade de coisas desprovidas de utilidade que só servem a indústria consumista.
Praticamente toda a gente publica ideias feitas a falar de luz interior, beleza interior, tanta coisa interior… mas o triste é só deixarem transparecer a monotonia.

Sempre que o FB me diz:

– devidas conhecer esta pessoa.

Eu vou lá movido pela curiosidade e pela imagem. Levo sempre a esperança de encontrar um pouco de originalidade, mas acabo sempre por ver do mesmo e acabo por fazer o mesmo. Enviar convite, ou aceitar, pela imagem que as fotos mostram.

Assim vai o mundo…

Sei que depois disto vou ter menos sorte, mas quem sabe me ajuda a encontrar um pouco de vivacidade nas cores desta paisagem pintada de pastéis.
Sejam feliz! 

E já’gora, sejam originais!

Cuca

A respeito do concerto da Cuca Roseta que aconteceu na Fabrica de Santo Thyrso, perguntaram-me:

– não foste ver a Cuca? – quando pedi um café.
Acontece que me lembrei da cuca, uma cuca excitante que não é a Roseta.
Não devia ter lembrado isto…
Sejam felizes.

20 anos!

Fez em novembro do ano passado (o ano dois mil e dezasseis) 20 anos.

Fez vinte anos que vim trabalhar para Lisboa. E hoje, uns meses depois, percebi isso.

Percebi que já passaram vinte anos por ter ido ver o filme “T2: trainspotting” e por o “Trainspotting” ter sido o primeiro filme que vi na capital.

Vinte anos!

E como o mundo mudou em vinte anos… basta comparar o monólogo “Choose Life.” do primeiro filme com o do segundo.

Trainspotting
Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose to rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.
Choose your future.
Choose Life.

T2: Trainspotting
Choose life. Choose Facebook, Twitter, Instagram and hope that someone, somewhere cares. Choose looking up old flames, wishing you’d done it all differently. And choose watching history repeat itself. Choose your future. Choose reality TV, slut shaming, revenge porn. Choose a zero hour contract, a two hour journey to work. And choose the same for your kids, only worse, and smother the pain with an unknown dose of an unknown drug made in somebody’s kitchen. And then… take a deep breath. You’re an addict, so be addicted. Just be addicted to something else.
Choose the ones you love.
Choose your future.
Choose life.

Vinte anos depois e não aprendemos a escolher viver. Só aprendemos novas futilidades…

Sejam felizes.