Fim de tarde.

Depois de um dia de tempestade tropical pela cidade o dia termina assim.

Sejam felizes.

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Coisas

Uns dias a esta parte tenho pensado nesta história e como a enquadrar em alguns acontecimentos que tenho vivenciado.

Que me rebanho de ovelhas para a serra a pastar. Como estava sozinho durante todo o dia, aborrecia-se muito. Então, pensou numa maneira de ter companhia e de se divertir um pouco. Voltou-se na direção da aldeia e gritou:

“Lobo! Lobo!”.

Os camponeses correram em seu auxílio. Não gostaram da graça, mas alguns deles acabaram por ficar junto do pastor por algum tempo. O rapaz ficou tão contente que repetiu várias vezes a façanha.

Alguns dias depois, um lobo saiu da floresta e atacou o rebanho. O pastorzinho pediu ajuda, gritando ainda mais alto do que costumava fazer:

“Lobo! Lobo!”.

Como os camponeses já tinham sido enganados várias vezes, pensaram que era mais uma brincadeira e não o foram ajudar. O lobo pode encher a barriga à vontade porque nuinguém o impediu.

Quando regressou à aldeia, o rapaz queixou-se amargamente, mas o homem mais velho e sábio da aldeia respondeu-lhe:

“Na boca do mentiroso, o certo é duvidoso.”

Sai de casa com algumas ideias quando comecei a ver este magnífico por o sol que me acompanhou até à cidade:

Então pensei:

Foda-se! Se até o dia em todo o seu esplendor se veste assim para receber a noite e tenho o privilégio de me deliciar com estas cores, porque carga de água deixarei que algumas pessoas me tirem a alegria de alguns momentos?

Sejam felizes.

Momentos em que nem o álcool ajuda

Aqui não resisto a escrever as seguintes linhas, uma vez que ninguém me ouve nem lê.

Existem momentos em que as jovens de voz irritante, nariz empinado, empertigadas, fúteis e muito giras me deixem completamente excitado e com vontade de descobrir se existe algo onde pegar além do corpinho sexy e da, aparente, falta de inteligência.

Existem carinhas e corpinhos tão lindos e excitantes que não tiveram sorte nenhuma com o cérebro que lhes calhou… uma pena.

Tão linda…
Sejam felizes.

Existem dias em que… (continuação)

É em momentos como este que convenço que este país minúsculo, territorialmente falando, é grande de mais, gigante, digo eu, tendo em conta a pequenez de atitude de muitos dos seus habitantes.

Como seria este país com as gentes que nos levaram além mar? Muito para além do conhecido?

Aposto que Portugal, nesses tempos idos, tinha muito menos território 😁
Sejam felizes!

Existem dias em que…

Estou eu a voltar para o carro, depois de almoçar, e pelo caminho mais longo, quando, ao passar junto dos antigos estaleiros navais de Vila do Conde, e vendo a nau, decidi tirar esta foto para por no facebook com a legenda:

Tem dias em que só me apetece mandar pessoas para aquele sítio ali.

Espero que entendam onde é o “ali”.

Mas como o acesso à nau estava aberto e tinha gente lá dentro, lá vou eu.

Mal ponho o por dentro da nau e digo “Boa tarde!” a uma pessoa que era o “guarda” do sítio, recebo como resposta:

– Ah! É português!…

Dito com algum desdém e por ter tido a ousadia de ter interrompido o seu discurso com um conhecido, por certo.

Fiquei logo com vontade de dizer:

– Vá pro caralho! Pode ser mesmo aquele ali na ponta do mastro!

Porra! Afinal onde estou?! Será que Vila do Conde agora fica noutro país que não Portugal ou serei eu que tenho aspecto de nativo australiano?!… Se calhar fui confundido com um pirata viking!… Tenho de começar a andar com um capacete com cornos para não me sentir tão indignado quando não me tratam como português na minha terra, Portugal.
Vou para a praia apanhar sol e ouvir o mar para me passar a neura.
Sejam felizes.

Banco de jardim

O que as memórias alegres tem de terrível é isso mesmo, serem memórias.

E este simples banco de jardim foi uma testemunha silenciosa de algumas que serão sempre memórias alegres e felizes… Falta a companhia da noite e de um copo de bons ares branco.

Obrigado!
Sejam felizes