Café Society

Acabo de ver o filme Café Society.

Não venho aqui falar do filme, porque, como todos os anteriores filmes de Woody Allen, é uma magnífica peça de arte cinematográfica.

Venho aqui por ter ficado com vontade de partilhar algo estranho. O ato de partilhar ajuda a exorcizar alguns pensamentos.

Como no final do filme, também fiquei, por breves momentos, são sempre breves os momentos na nossa lembrança, na passagem de ano a pensar no que não deveria ter lembrado. 

Agora que vi o filme pensei: 

 – será que foi recíproco?

Pensei em outras circunstâncias que um dia destes podem ocorrer…
Sejam felizes.

Não sei quantas almas tenho

poema de Fernando Pessoa que me deixou a pensar naquilo que não sou.

 — x —

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

 — x —

Por Fernando Pessoa

Existem coisas curiosas.

Existem coisas curiosas.

Muitas das imperfeições que nos fazem fugir de uma determinada mulher, quando nos apaixonamos nem as vemos e apenas reparamos naquilo que nos deixa num estado de êxtase, excitação sem explicação para quem, de fora, nos observa.

Não entendo o motivo de tantas mulheres perdem tempo com coisas que nem vemos…
Sejam felizes.

Outono

Ontem publiquei o seguinte no IG:

A brincar com o facto de estar uma noite agradável para estar numa esplanada.

Pela chuva que cai lá fora, ontem queimei mesmo os últimos cartuchos.

Espero que o outono esteja aí para ficar até ao inverno.
Sejam felizes.